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quarta-feira, 10 de maio de 2017

SARCOPENIA DO IDOSO 4

Concluindo essa série sobre a SARCOPENIA do IDOSO, convém abordar dois aspectos interessantes:

1. Inflamação no Tecido Muscular
2. Problemas com absorção de nutrientes (aminoácidos) no idoso.


INFLAMAÇÃO e PERDA MUSCULAR:
Infelizmente um grupo de medicamentos muito receitado para pessoas com mais de 50 anos, as ESTATINAS, tem sido associado à disfunção mitocondrial e problemas com a perda de tecido muscular. Tivemos casos extremos, como o do proscrito medicamento CERIVASTATINA (Lipobay), causador de várias mortes por rabdomiólise - um quadro grave de degeneração muscular aguda.
Veja abaixo um detalhe sobre esse triste caso de medicamento que se torna veneno:

Depois dessa tragédia moderna não esperada (a última tinha sido a talidomida nos anos 1960) todas as estatinas ficaram sob vigilância farmacológica. As mais antigas, lovastatina e sinvastatina, foram as mais estudadas e as que detém maior registro de usuários no mundo, portanto a clínica no uso desses dois ativos dá um respaldo de farmacovigilância razoável. Mesmo assim, testes mostraram que doses mais elevadas de ambas podem gerar um percentual de pacientes com dores musculares.
Há inclusive uma recomendação de uso da COENZIMA Q10 (50mg) quando houver necessidade da prescrição de estatinas, que vários médicos já estão seguindo.
Não há como negar que esses medicamentos possam ter alguma influência na sarcopenia do idoso, principalmente se considerarmos que alguns pacientes estão em uso ininterrupto dessas drogas por mais de 10 anos. Portanto, é bom ficar atento a esses pacientes, principalmente se forem sedentários ou com pouca atividade física.
OPÇÕES: temos alternativas seguras para o músculo e que dão bom resultado no ajuste das dislipidemias, especialmente os níveis elevados de CT (colesterol total). 
Uma delas é a levedura de arroz, rica em TOCOTRIENÓIS, Já falei bastante sobre essa parte esquecida da vitamina E, mas sempre é bom lembrar que esses compostos naturais tem um efeito muito positivo sobre a lipidemia e apresentam efeito similar às estatinas sobre a enzima hidroximetilglutaril CoA (HMG CoA), o que resulta em diminuição da síntese hepática do colesterol.
Outra opção igualmente segura é o uso da VITAMINA B3 - ÁCIDO NICOTÍNICO na forma do complexo HEXANICOTINATO DE INOSITOL, que não causa flush e ajuda bastante a reduzir LDL-c e ainda aumenta o HDL.

PROBLEMAS com ABSORÇÃO de NUTRIENTES e PROTEÍNAS.
É sabido que os alimentos que apresentam maior dificuldade de absorção são as proteínas. Isso porque o processo de clivagem das longas cadeias proteicas é bastante complexo e possui várias etapas. Considerando que no intestino somente aminoácidos monoméricos e dipeptídeos podem ser absorvidos, o início da degradação da cadeia proteica é muito importante, ainda no estômago, sob ação da enzima PEPSINA. Para que isso ocorra satisfatoriamente, o pH estomacal tem que estar com a acidez adequada, ou seja, abaixo de 2. Por isso tenho alertado sempre para o abuso de OMEPRAZOL, hoje um produto que se compra em balcão de drogaria sem o menor controle. É o que chamo de GERAÇÃO OMEPRAZOL, abusando dessa droga que minimiza efeitos imediatos de irritação gástrica, mas deixa uma conta a pagar: diminuição do poder de defesa da barreira natural do estômago contra microrganismos nocivos e redução na eficiência da digestão dos alimentos.
NOS IDOSOS: nessa população a eficiência dos processos enzimáticos digestivos é notória, sendo que o grupo mais afetado o das proteínas. Tanto que vários médicos obtém resultados significativos em seus pacientes idosos pela simples prescrição de enzimas digestivas após as refeições. Neste particular o uso de enzimas resistentes ao pH ácido é bem mais favorável, por exemplo, as enzimas provenientes de culturas de fungos Aspergyllus, disponíveis para uso na terapêutica humana (para preparo por manipulação farmacêutica). Enzimas alcalinas, como pancreatina (pool de enzimas proteases e lipases), enzimas vegetais (bromelina e papaina) são menos aproveitadas quando interagem com pH ácido do estômago.
As enzimas denominadas "ácido-resistentes" são indicadas para os pacientes idosos com perda na potência digestiva, em doses de 100 a 200mg - tanto de protease como de lipase. Podem ser formuladas em cápsulas e assim contribuírem para a melhoria na digestão dos alimentos.

SUPLEMENTOS com AMINOÁCIDOS e PROTEÍNAS:
Se a condição digestiva estiver muito comprometida, a opção por uso de AMINOÁCIDOS é melhor, porque dispensa a fase de hidrólise das cadeias peptídicas. Nesse caso o uso de um suplemento tipo "AMINO-E", que elaborei após algumas pesquisas, é bastante favorável, porque supre os 8 aminoácidos essenciais, dos quais o organismo obtém os demais. Um detalhe, o acréscimo de Cisteína e Taurina é importante porque suas vias de obtenção nos idosos costumam estar prejudicadas. Aqueles que necessitarem saber a fórmula favor me escrever no e-mail: cmendes99@gmail.com que enviarei com prazer.
Os suplementos com proteínas devem ser vistos com cuidado. Há algum tempo um programa de televisão noticiou uma avaliação de produtos contendo WHEY PROTEIN, onde a presença de AMIDO foi considerável. Portanto, o melhor é usar o WHEY PROTEIN hidrolizado e puro, que pode ser obtido em farmácias com manipulação.

ASPECTOS DA SÍNTESE MUSCULAR:
A síntese de proteínas musculares é um fenômeno complexo, que envolve não só aminoácidos como também catalisadores. Um dos mais importantes é o ZINCO, seguido de CROMO e VANÁDIO. Estes minerais são essenciais que a construção muscular precisa. No idoso, com certa frequência tem sido verificada deficiência de zinco, pois a condição absortiva desse elemento também depende de uma cloridria adequada, um fato que não raramente é diagnosticado deficiente nestes idosos. A suplementação com zinco quelado com aminoácido HISTIDINA pode corrigir com facilidade essa possível deficiência, tomando cuidado para não exagerar nas doses (até 50mg/dia é o ideal).

PROTEÇÃO AO MÚSCULO:
No idoso a proteólise está mais ativada do que nos indivíduos jovens. Por isso a reposição de proteínas musculares (actina e miosina) não consegue ser suficiente para balancear a demanda metabólica. Há alguns anos os cientistas descobriram que existem algumas formas de "enganar" o metabolismo e preservar um pouco mais o músculo, através do uso de sinalizadores metabólicos como o HMB (hidrometil butirato) e KIC (cetoiso caproato), ambos derivados do catabolismo do aminoácido do grupo BCAA - L Leucina.
Dessa forma, a administração desses catabólitos não tóxicos as proteases musculares são compelidas a diminuírem sua atividade, preservando as fibras musculares. Há muitos estudos publicados com HMB na proteção muscular de atletas e idosos:


Um programa que englobe:
  • Atividade Física Especializada para o Idoso
  • Suplementação para Atenuar a Fadiga ao Exercício (Creatina + Aspartato)
  • Protocolo de Enzimas Digestivas para Melhorar a Condição Absortiva (Proteases ácido-resistentes)
  • Suplementação com aminoácidos essenciais (AMINO-e) e proteína hidrolisada de boa qualidade, isenta de amido e outras fontes não proteicas
  • Supervisão farmacológica para minimizar os efeitos das estatinas nos pacientes em uso dessas drogas ou
  • Uso de suplementos protetores do músculo (HMB + KIC)
  • Substituição do protocolo de estatinas por Tocotrienóis + Hexanicotinato
  • Acompanhamento Nutricional para compensação de eventuais distorções alimentares
Pode ser bastante eficiente para evitar o desenvolvimento desse quadro de SARCOPENIA que reduz tão drasticamente a qualidade de vida do idoso.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

SARCOPENIA DO IDOSO - Parte 3

PAUSAS HORMONAIS:
Entre elas a queda dos níveis de TESTOSTERONA é a que mais influencia na redução da massa muscular do idoso, devido ao fato desse hormônio possuir múltiplas funções anabólicas, inclusive interagindo com m-TOR e IGF-1.
O m-TOR é um gene com ação marcante sobre o crescimento muscular, e na mitose. É um fator que explode, por assim dizer, a divisão celular e no músculo seu papel no crescimento é brutal. Não havendo falta de matérias primas para o desenvolvimento das fibras musculares, o m-TOR é capaz de fazer o tecido muscular aumentar agudamente.
As principais:
  • L-Arginina
  • L-Ornitina
  • L-Leucina
  • L-Lisina
  • B-Alanina
  • Zinco
  • Cromo
  • Metil Tetra Hidro Folato
  • Metil Cobalamina
A ação estimulante da testosterona é importante tanto na construção muscular, como na reparação da fibra muscular:


A perda da testosterona com a idade é bastante documentada, o que recomenda um reposição hormonal, preferencialmente pela via transdérmica que é mais segura. Entretanto, nesse caso, faz-se necessária a escolha de um bom produto - estamos falando de um bom veículo, caso contrário a biodisponibilidade por via transdermal será comprometida. Entre os veículos disponíveis, dois estão entre os mais elogiados: PENTRAVAN e PLURONIC. Ambos mostram resultados satisfatórios nos testes via transdérmica elaborados pelos fabricantes.
Um exemplo de reposição com testosterona:
Testosterona bioidêntica ...................... 2 a 8%
Pentravan ............................................... 25% 
Gel Transdérmico ................................. 30ml
Aplicar 1 ml uma vez ao dia - na região com menos quantidades de pelos.
Usar embalagens dosadoras tipo "pump" disponíveis para esse tipo de formulação. Cada vez que é pressionada expulsa a 1ml.

Veja um gráfico sobre a queda dos níveis deste hormônio com a idade:


Para ser continuado.








sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O PROTETOR DOS PROTETORES

Nrf2
Desde o ano retrasado (2015) venho falando em nossas aulas e conferências sobre esse fator nuclear (uma proteína) cuja importância biológica só faz crescer.
Comecei abordando os papéis já descobertos para o Nrf2 como ativador dos genes que promovem a construção das moléculas de enzimas antioxidantes responsáveis pela homeostase celular redox:
  • SOD - superóxido dismutase (citoplasmática e mitocondrial)
  • CAT - catalase
  • GPX -glutationa peroxidase
Como já enfatizava o saudoso Professor Helion Póvoa Filho, a SOD é a enzima mais abundante no plasma e nos tecidos, tal a sua importância para a integridade das células. Tive a felicidade de assistir uma conferência do saudoso Mestre no Auditório do Hospital Gaffrèe e Guinle nos idos de 1990, quando ele abordava bem claramente essa questão.

O Nrf2 é um fator nuclear, assim como o NFkB, porém é sua antítese. Enquanto este último é o grande promotor da resposta inflamatória, o Nrf2 induz toda uma sequência de biossínteses de enzimas antioxidantes, heat shock proteins e adaptogênios que permitem às células sobreviverem aos estímulos e agressões externas por microrganismos, xenobióticos e tudo o mais, modulando a resposta inflamatória para que não sucumbamos à própria. Consolidando a importância do Nrf2, uma pesquisa publicada agora neste mês, e divulgada no caderno de ciências de "O Globo", mostra como esta proteína é importante na proteção contra os males de ALZHEIMER e PARKINSON:




O que é muito interessante e aparece pela primeira vez neste artigo é a descoberta de o Nfr2 tem uma ação direta sobre proteínas degradadas, como alfa-sinucleína no Parkinson e amilóide no Alzheimer, sequestrando essas estruturas anômalas e contribuindo para sua eliminação do organismo. Isto é uma revelação de extrema importância porque nos mostra que Nfr2 é, de fato, a proteína protetora das proteínas! Vejam o resumo do artigo:


Isto me estimulou bastante, porque já venho estudando o Nfr2 há algum tempo e venho me deparando com pesquisas sobre FLAVONÓIDES que estimulam ou favorecem este fator.

Os principais flavonóides estimuladores do Nfr2:

FISETINA: um flavonóide cuja presença nas frutas e legumes é menos abundante comparando com outros membros dessa família (quercetina, rutina, hesperidina). A fisetina é encontrada no caqui japonês, no louro e um pouco em frutas vermelhas (berries). Temos a publicação de artigos recentes mostrando como fisetina é importante para a expressão de Nfr2. Alguns artigos selecionados e que merecem ser visitados:


APIGENINA: este flavonóide é tão importante para a saúde que já existem dois blogs somente para divulgar as pesquisas científicas:

Apigenina figura entre os mais estudados compostos bioativos na atualidade, possuindo marcante atividade anticancerígena e neuroprotetora, conforme vários estudos publicados, alguns deles juntamente com LUTEOLINA.


É muito importante que adotemos dietas ricas em frutos e legumes, além de recomendarmos suplementação extra com estes 3 FLAVONÓIDES:
  • FISETINA: 50mg
  • APIGENINA: 250mg
  • LUTEOLINA: 50mg
  • EXCIPIENTE FAVORECEDOR: ciclo B-dextrina
  • Para cada cápsula / tomar uma cápsula antes das refeições.
UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS E BONS ESTUDOS.

Celio Mendes.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

SARCOPENIA DO IDOSO

PARTE 2:
Um dos aspectos que contribui para a sarcopenia do idoso é a disfunção mitocondrial, um ônus da idade, mas que também pode ser acelerado por fatores tóxicos à mitocôndria, como sobrecarga de lipídios para a beta-oxidação e deficiência de antioxidantes dos complexos II e III:


Como vemos, o superóxido gerado no COMPLEXO I deverá ser reduzido pela ação do sistema RIBOFLAVINA/FADH2. Os níveis dessa vitamina na matriz mitocondrial são de vital importância para a manutenção da homeostase mitocondrial e a suplementação ao idoso deve ser bastante considerada, especialmente de sua forma pré-ativa, a RIBOFLAVINA 5-FOSFATO, pois facilita a formação do complexo FAD/FADH. No idoso há uma queda natural no metabolismo e pode ocorrer diminuição da ativação endógena do complexo B, que transcorre no fígado sob ação de enzimas específicas fosforilases. Sugerimos a suplementação com RIBOFLAVINA 5-P na fórmula abaixo:

Riboflavina 5-P .............. 30mg
NADH ...........................   5mg
Niacinamida ................... 50mg
Benfotiamina ................. 50mg
Tomar uma cápsula duas vezes ao dia.

O NADH para o idoso é muito importante, devido à diminuição da formação do nucleotídeo a partir da  NIACINAMIDA. A BENFOTIAMINA é uma grata inovação no campo vitamínico, com a transformação da TIAMINA exclusivamente hidrossolúvel, numa molécula similar e com parcial capacidade de ser lipossolúvel, o que aumenta absurdamente a sua penetração nas membranas.
Outro aspecto importante na homeostase mitocondrial é o bom funcionamento do sistema SODMn/GPX. Essas enzimas antioxidantes são necessárias para reduzir o superóxido e o peróxido de hidrogênio, respectivamente. O aporte orgânico de MANGANÊS é crucial para o bom funcionamento da SOD mitocondrial, diferentemente da SOD citoplasmática, dependente de zinco e cobre.
A ação da enzima SODMn sem a correspondente e proporcional ação da GPX (glutathione peroxidase) pode ser catastrófica para a mitocôndria em nível muscular e, especialmente, em nível cerebral. Vejam as descobertas que foram feitas sobre a síndrome de Down onde a trissomia 21 gera um desequilíbrio brutal entre a ação da SOD (super expressão) e da GPX (baixa expressão), ocasionando um acúmulo deletério de peróxido de hidrogênio, o qual vai aumentar descontroladamente os níveis de radical HO•, altamente lesivo para a mitocôndria e a própria célula.
Assim, o aporte de MANGANÊS para o correto funcionamento da SODMn, e de SELÊNIO para a GPX são fundamentais e deve ser objeto de análise, uma vez que sua suplementação pode resultar em surpreendente melhora da condição de sarcopenia.
Mas, talvez o mais importante sistema antioxidante da mitocôndria seja mesmo o COMPLEXO "Q": ubiquinona, ubiquinol e pirroloquinolina quinona (PQQ). Este conjunto de antioxidantes atua no COMPLEXO MITOCONDRIAL II, para impedir a expansão dos radicais superóxido na cadeia respiratória mitocondrial, o que seria danoso para a liberação de ATP final.


Tanto a UBIQUINONA (receptora de elétrons) quanto o UBIQUINOL (doador de H+) atuam como antioxidantes, complementando um a ação do outro, num sistema redox de grande perfeição. O Ubiquinol doa elétrons também, porém juntamente com H+ e pode corrigir estruturas desemparelhadas na última camada eletrônica que necessitem de poucos elétrons para atingir o octeto ou par estável. Por isto a importância da suplementação de ambos ao idoso, considerando, entretanto, a diferença entre os gradientes de absorção de cada um, conforme o gráfico abaixo:



Vejam que, para manter níveis plasmáticos equivalentes, são necessárias doses superiores de UBIQUINONA em relação ao UBIQUINOL. Os estudos de biodisponibilidade mostram uma relação de 8:1 de UBIQUINONA/UBIQUINOL. Considerando a dose mínima de 200mg para o idoso, teríamos 25mg de ubiquinol para administração oral, preferencialmente duas vezes ao dia, perfazendo o total de 400mg + 50mg ao dia.



Verifica-se que nos animais idosos a biodisponibilidade plasmática do Ubiquinol é muito maior ainda, o que reforça a tese de que na sarcopenia do idoso a administração dessa forma reduzida da ubiquinona é importante.

Vejam agora como decaem os níveis dos membros do complexo "Q" nos idosos:



Quanto à PQQ, as descobertas sobre sua ação proeminentemente estimuladora da gênese mitocondrial credenciam essa biomolécula com um dos fatores muito importantes na suplementação ao idoso, especialmente os que apresentam sarcopenia progressiva.


Podemos sugerir uma suplementação na SARCOPENIA DO IDOSO:
Manganês glicina quelado ............... 7,5mg
Selênio metionina quelado ........... 120mcg
Ubiquinona .................................... 200mg
Ubiquinol ......................................... 25mg
PQQ .................................................. 5mg
Tomar 1 cápsula duas vezes ao dia.

Um aspecto muito importante para a estimulação da mitocondriogênese é o exercício físico, que no caso do idoso precisa ser muito bem acompanhado pelo médico, dado às características peculiares de cada um e considerando a larga ocorrência de distúrbios cardio-respiratórios na população idosa. Podemos dizer que uma prática física com pouquíssimas contra-indicações seria a caminhada 4km/hora, iniciando com 15 minutos 4 vezes na semana e aumentando gradativamente para até 40 minutos diários. O fator que diminui a adesão à prática física no idoso, especialmente na fase inicial (1ª semana) é a fadiga muscular, pela existência de sarcopenia em algum grau ou por dificuldades de oxigenação muscular. Para contornar e evitar o abandono precoce do programa de exercícios para o idoso seria conveniente prepará-lo metabolicamente:
  • CREATINA: por ser o regerador de ATP isento do uso de oxigênio, apenas pela reposição de grupamentos fosfato ao AMP e ADP, é um suplemento altamente recomendado na preparação para o início do programa de exercícios. Pode-se fazer a suplementação com 1g/dia uma semana antes do início dos exercícios e mantendo-a após o início, 20 minutos antes do exercício. Na figura abaixo vemos como a CREATINA-P atua regenerando os nucleotídeos parcialmente consumidos (AMP e ADP), aumentando, assim, a resistência à fadiga, através da reciclagem do ATP. É importante lembrar que, a partir do AMP, só há uma pequena chance de resgate o nucleotídeo, através do ASPARTATO. Entretanto, após a transformação em HIPOXANTINA, não é mais possível recuperar o ATP, gerando a necessidade da síntese de novo, como bem descreveu o emérito e saudoso Prof. Paulo da Silva Lacaz.

A degradação do ATP:



CREATINA e ASPARTATO são importantes opções para a fadiga muscular e também auxiliam bastante na recuperação da SARCOPENIA do IDOSO.
Creatina Monohidratada ............... 1g
Aspartato de Magnésio ...............0,5g
Administrar 1 dose em cápsulas ou sachê 20 minutos antes do exercício.

HMB: trata-se do HIDROXIMETIL BUTIRATO, um metabólito do aminoácido L-Leucina (do grupo BCAA) que funciona como um mensageiro para inibição da atividade das PROTESASES que atuam sobre as fibras musculares. Dessa forma ocorre diminuição da perda muscular e o uso desse suplemento encontra-se já bem documentado na suplementação esportiva, na caquexia cancerígena e também na sarcopenia. Vejam só esse excelente artigo bem recente sobre a relação do HMB com homeostase muscular:

Uso do HMB no idoso: de 1 a 1,5g após exercício.

Logo estaremos publicando a PARTE 3 deste artigo!

Saudações a todos e FELIZ ANO NOVO!

Celio Mendes.



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SARCOPENIA DO IDOSO

PARTE 1:
A perda de massa muscular a partir de 60 anos pode ocorrer de maneira mais ou menos intensa, caracterizando, por vezes, a condição de SARCOPENIA. É uma situação preocupante porque o músculo é o tecido responsável por nossa liberdade, sua diminuição poderá acarretar em queda de nossa capacidade geral de locomoção, atividade física e felicidade.
É fácil observar no idoso tristeza e até depressão ao constatar paulatinamente o desenvolver de sua sarcopenia e suas consequências. Portanto, trabalhar na prevenção desse estado é primordial para um envelhecimento com qualidade.
A incapacitação funcional se revela mais nos idosos devido à perda de massa muscular, que acomete, inclusive, indivíduos considerados saudáveis.

Principais Causas:
  • Distúrbios Neurológicos
  • Distúrbios Metabólicos
  • Pausas hormonais
  • Inflamação
  • Desequilíbrio na ingestão de proteínas
  • Má digestão de proteínas e queda na absorção de aminoácidos e dipeptídeos
Distúrbios Neurológicos: precisam ser imediatamente diagnosticados (discinesia, escleroses, neurites e polineurites, mialgias) pois contribuem imensamente para a sarcopenia, já que diminuem o estímulo neuromuscular e podem causar atrofias. Infelizmente os distúrbios neurológicos se mostram com incidência crescente nas últimas décadas, não obstante os avanços nos tratamentos neurológicos. Por serem progressivos e degenerativos, envolvendo muitas vezes processos autoimunes, o tratamento é muito difícil. No cerne dos processos degenerativos, como defendia Póvoa, o estresse oxidativo não compensado costuma ser uma das causas. O modelo antioxidante celular composto por SOD - CAT - GPx - Trx - Thrx é bastante aperfeiçoado, porém não infalível, especialmente quando submetido a exaustão contínua.
Um dos processos mais considerados nas doenças degenerativas, a desmielinização, pode ser, sem dúvida, exacerbado pelo excesso de radicais do oxigênio (O2-, OH•). Embora de difícil demonstração in vivo, as evidências das pesquisas laboratoriais não deixam dúvida quanto a esta hipótese.
Neste âmbito, coerente com a maior incidência e identificação dos distúrbios neurológicos, presenciamos o brutal aumento na liberação ambiental de xenobióticos das mais diversas categorias: químicos insolúveis, químicos solúveis, elementos (metais) tóxicos e radiação. Alguns produtos químicos usados como agrotóxicos, como glifosate e heptaclor, são agentes desmielinizantes. É impossível contabilizar toda a gama de produtos químicos neuro-agressores liberados pelas indústrias no ambiente, não acho que alguém seja capaz de fazer isso com precisão, mas será necessário aprofundar esse estudo por parte dos toxicologistas, pois no futuro breve decisões terão que ser tomadas em preservação da saúde.
O QUE FAZER: moderação no consumo de alimentos processados e bebidas inúteis, como os refrigerantes - não precisamos disto. Mas precisamos de um aporte de antioxidantes naturais bem maior do que a maioria está obtendo: no compartimento hidrossolúvel, a vitamina C é de fato um componente alimentar da maior importância. Muito distante dos 60 mg determinados pelas tabelas nutricionais - mínimo necessário para não se manifestar o escorbuto - a ingestão de valores maiores dessa vitamina é, possivelmente, a intervenção mais importante que podemos fazer para minimizar os efeitos deletérios desse grande elenco de produtos agressivos presentes nos alimentos, água (os sistemas de água no Brasil visam apenas o tratamento microbiológico) e ar. A vitamina C é um antioxidante maravilhoso e acessível a todos os compartimentos hidratados, sangue, citoplasma, líquor. A capacidade da vitamina C de neutralizar o radical OH• é um dos aspectos mais significativos pois esse radical é, sem dúvida, o mais agressivo liberado a partir do peróxido de hidrogênio celular. Ela também é necessária para a manutenção da bainha de mielina, tamponando o efeito pró-oxidante, mas necessário, do íon cobre (Cu+) na síntese de esfingolipídios usados na estrutura complexa da mielina. O cobre é catalizador na síntese de várias glicoproteínas que irão compor estas estruturas dos esfingosídeos da mielina. A ingestão de vitamina C suplementar, além daquela obtida com alimentação, torna-se uma boa arma no fortalecimento das defesas celulares antioxidantes e imunológicas. Não esqueçamos que o consumo da vitamina C juntamente com os bioflavonóides (hesperidina, quercetina, buteína, fisetina) é muito mais conveniente, pois formam um complexo onde o ácido ascórbico pode exercer a plenitude de seus efeitos antioxidantes. O extrato de ROSE HIPS é um dos mais completos para o uso junto com a vitamina C.
Outro fator nutricional a ser considerado são os ácidos graxos essenciais da família ômega 3, especialmente o ácido docosa hexanóico (DHA). Este é encontrado em teores muito elevados no cérebro humano, mais do que outro qualquer animal mais próximo do reino primata, e também nas fibras nervosas. Isto significa que, no incessante processo de regeneração ao qual nós devemos nossa homeostase, no campo neurológico, o DHA é uma das mais nobres matérias primas. A suplementação com esse ácido graxo é importante, pois sua obtenção na dieta nem sempre é considerada satisfatória, ainda mais quando o consumo de pescado em nosso país é totalmente desproporcional à extensão de nosso litoral, dados fornecidos pelos órgãos governamentais da pesca.
No universo dos antioxidantes lipofílicos, o COMPLEXO "E" é o mais importante, por sua potência antioxidante e pela sua capacidade de despoluir a membrana celular, cuja característica é plenamente lipofílica. Proteger e corrigir a membrana é a base de um processo de homeostase, já que essa estrutura é responsável pela proteção/nutrição/excreção da célula. Sua condição hígida permite a seleção de quais nutrientes, hormônios e minerais podem entrar nela, quanto e quando! Sem isso, o metabolismo pode enfrentar crises extensas, algumas que deixam sequelas irreversíveis ao sistema. Porém, a correção de um grande erro do passado urge! O uso de alfa-tocoferol como se fosse o suplemento bastante de vitamina E. Isso não é verdade, a verdadeira VITAMINA E constitui-se de um grupo de produtos, um COMPLEXO "E", onde figuram 4 isômeros de tocoferóis + 4 isômeros de TOCOTRIENÓIS.
É indispensável mudar o conceito de suplementação com alfa-Tocoferol para a verdadeira vitamina E, contendo todos os componentes naturalmente encontrados, os tocoferóis e os tocotrienóis. Muitos estudos publicados mostram a importância dessa fração esquecida, os tocotrienóis, considerado um grupo com marcante ação NEUROPROTETORA. Extratos naturais como o AÇAÍ, CEVADA VERDE e LEVEDURA DE ARROZ (red yeast rice) são importantes fontes de COMPLEXO "E". No âmbito dos suplementos, um produto concentrado da levedura de arroz, o TOCOTRIMAX, oferece bons teores de todos os tocotrienóis e tocoferóis.
BIOFLAVONÓIDES: neste campo encontramos os mais proeminentes neuroprotetores como fisetina (vide as pesquisas de Dra. Pamela Maher), além de kaempferol e curcuminóides. Este é um time de primeiríssima qualidade para reforçarmos a proteção da mielina e células nervosas: fisetina (caquis, frutas vermelhas, louro), kaempferol (alcaparras, cebolinha), curcuminóides (Curcuma longa). Todos esses flavonóides já estão disponíveis como suplementos alimentares a suas pesquisas são realmente entusiasmadoras.
Algumas pesquisas para vocês degustarem:

Fisetina nas doenças crônicas
Fisetina protege DNA
Kaempferol Atenua Lesão Miocárdio
Kaempferol Inibe Inflamação por LPS
Curcumin regenera nervo ciático

Vejam a parte 2 na semana que vem!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

GORDURA INFLAMADA

Hoje, quase 4 anos após a publicação do artigo "Em Busca da Homeostase Bioenergética",  no CBM, vejo que se confirmou mais ainda a tese da Gordura Inflamada. A comprovação cabal de que neutrófilos e macrófagos são atraídos para dentro da massa adiposa abdominal por fatores quimiotáxicos, como MCF (macrophage chemotactic factor), MCP-1 (monocyte chemmoatractant protein-1), TNF-alfa, todos liberados pelos adipócitos super volumosos, é sim um fator de perpetuação do acúmulo gorduroso no abdome.
O fato é que os adipócitos são células capazes de um aumento singular no seu volume total, um aspecto fundamental na adaptação biológica dos mamíferos ao longo de dezenas de milhares de anos. Essa capacidade, assim como a forma de armazenar gordura no seu interior - os triglicerídeos - são prodígios que a natureza desenvolveu para tornar a vida desses seres superiores, chegando até os humanos. Os triglicerídeos, por exemplo, são fruto de uma engenharia biológica incrivelmente funcional, pois, tendo o glicerol como base, anexa até 3 cadeias de ácidos graxos longos (> 14 C), podendo ser "dobrado" dentro do adipócito de forma muito compactada, provendo energia de reserva para muitas horas e até dias sem conseguir alimento.
Tudo isso é muito impressionante, mas, nos dias de hoje, toda  essa engenharia biológica volta-se contra nossa saúde, por motivos já conhecidos: disponibilidade de comida (industrialização e agricultura) e diminuição avassaladora na atividade física.
Assim, a balança sobe cada vez mais, dizendo adeus à homeostase bioenergética. Muita energia acumulada no corpo, peso em ascendência contínua, problemas de saúde aos montes (resistência à insulina, diabetes, doenças cardiovasculares), tudo fruto do peso descontrolado. Além dessas, a péssima notícia de que a estatística mundial sobre câncer mostra uma relação direta com a obesidade.
É difícil saber que soluções a medicina terá para controle da pandemia de excesso de peso, já que a inversão desse binômio excesso de comida x baixa atividade física parecer ser uma estrada sem volta na humanidade. As casas já acendem as luzes ao comando de voz... O computador também... E o delivery de tudo aumenta cada vez mai.
Um caminho bem interessante foi iniciado pelos pesquisadores liderados por Ronald Evans, do Salk Institute, nos Estados Unidos. Eles apostam na simulação de refeições através do disparo de ácidos biliares provocado por um pretenso medicamento: FEXARAMINE. Este produto atua estimulando os receptores Fxr, que enviam fortes mensagens ao cérebro sobre a saciedade e são capazes de ativar a "queima" das gorduras pelo caminho natural: lipase adipocitária, proteínas de transporte de ácidos graxos (FABP ou Acyl Carriers), sistema CPT1/CPT2 (transferência de ácidos graxos longos para o interior da mitocôndria) e, por último, o sistema de beta-oxidação.
Quando essa orquestra funciona afinada, certamente a redução do acúmulo de gordura acontece. A FEXARAMINA deve levar ainda alguns anos para ser liberada como medicamento e, segundo os testes até agora realizados, é a única substância que acrescente algo novo no combate à obesidade. Os resultados em animais são impressionantes.
A Fonte da Sabedoria: o que poucos sabem é que a molécula da FEXARAMINA tem parte da estrutura de um composto natural encontrado no CYNNAMON (canela): os cinamatos. Teria Evans se inspirado nestes fitocompostos para desenhar sua nova molécula?
A canela tem sido usada há milhares de anos na alimentação humana e há relatos de que possui elementos químicos que auxiliam a redução calórica no corpo. Um outro fitocomposto, o FORSKOLIN, apresenta forte ação agonista sobre os Fxr - essa associação poderia ser interessante enquanto fexaramine não vem...
CYNNAMON extract + FORSKOLIN.
Mas, outro aspecto que ganhou muita importância é a ação antinflamatória de compostos como KAEMPFEROL e FISETINA sobre a gordura branca abdominal. Por características químicas moleculares, estes compostos atuam penetrando na quase intransponível massa gordurosa e desarmam a infiltração celular comandada pelas citocinas já citadas acima.
Aí sou eu que aposto: não dá para pensar em redução abdominal sem um sistema antioxidante ativo (dieta rica em rica em antioxidantes + antioxidantes suplementares), que possa diminuir a infiltração celular que aumenta sem parar nos obesos.
É muita coisa para a gente estar falando de uma vez só, então vamos dividir em capítulos. Na próxima 4ª feira continuo com vocês!

Abcs a todos.

Celio Mendes.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A NOVA COMPREENSÃO SOBRE A MEMÓRIA

Recentemente os neurocientistas comandados por Milan Pabst verificaram que algumas teorias sobre o funcionamento da memória precisam de alguns ajustes.
Durante décadas foi argumentado que os receptores NMDA (M-Metil D-Aspartato) eram os reguladores da memória associativa e do aprendizado, assim como responsáveis pela criatividade e inventividade. Os neurotransmissores que ativam os canais de cálcio nos receptores NMDA são GLUTAMATO e ASPARTATO, modulados por GLICINA. Todos esses aminoácidos.
Outros neurotransmissores, como o GABA, eram reportados como vinculados à memória recente e funcional. A história dos receptores GABA(a) começa com a primeira síntese da farmacologia molecular, o diazepam. Projetado para se ligar ao receptor GABA(a), de forma irreversível, a droga exibe uma potência farmacológica elevadíssima. Porém essa ligação irreversível leva à destruição dos receptores, que precisam ser ressintetizados, elevando o gasto de ATP para tal síntese proteica e causando como efeito indesejável a queda da memória recente ou funcional.
Outro neurotransmissor da memória, a ACETILCOLINA, esteve associada com memória recente devido às descobertas fisiopatológicas na doença de ALZHEIMER. Isto porque as autópsias dos doentes mostram forte deterioração na região conhecida como substância branca, onde as famosas placas de deposição amiloide são abundantes nos portadores - os níveis de ACETILCOLINA na região da substância branca são elevados. Daí a suposição de que este neurotransmissor estava preponderantemente ligado à memória recente e funcional, tal qual o GABA - os pacientes com Alzheimer perdem, mais rapidamente, este tipo de memória. Vejam esse artigo que dá relevância às alterações na matéria branca em ALZHEIMER:
Porém, as recentes publicações de Pabst mostram que não é tão simples assim. Aliás, no cérebro nada é tão simples assim!
A importante descoberta de Pabst relata que a ACETILCOLINA é, na verdade, a grande moduladora dos receptores NMDA, através de células ASTRÓCITOS, especialmente numa região do cérebro conhecida como HIPOCAMPO.
Ali, tal como guardas de trânsito (é a analogia usada pelo autor!), a ACETILCOLINA controla o fluxo de informações que vai sendo alimentado no cérebro, regulando o impulso que temos de, simultaneamente, buscar o que já sabemos sobre os novos conhecimentos que estão sendo adquiridos.
Este impulso, quando super expressado, pode prejudicar a aquisição de novas memórias e conhecimentos, durante, por exemplo, uma palestra científica ou uma aula. Parece que a ACETILCOLINA funciona como um freio para a super excitação dos receptores NMDA, o que poderia levar a dificuldades nos aprendizado ou concentração.
Enquanto achávamos que a concentração e o foco eram searas exclusivas de DOPAMINA e NORADRENALINA, não percebíamos que a ACETILCOLINA exercia papel não menos fundamental na capacidade de foco e aprendizado.
Após tantas tentativas de implementar a memória e aprendizado será que chegamos a um novo degrau da neurociência? Muitos estão apostando nisso porque as buscas por formas moleculares de maior disponibilidade de COLINA para o cérebro estão em relevantes pesquisas, como é o caso da CITIDINA 5-DIFOSFO COLINA (CDP-Colina).
Vejam o resumo do estudo de Pabst e colaboradores:


As formas mais conhecidas de administrar fontes de colina são a fosfatidil colina e o bitartarato de colina, ambas não mostraram biodisponibilidade ideal.
A CDP-colina já havia sido avaliada por cientistas espanhóis em 1991, conforme artigo publicado no British Journal of Pharmacology por Giménez, Raïch & Aguilar, que consideraram a molécula da CDP-Colina uma forma eficiente de aumentar a disponibilidade de ACETILCOLINA em animais idosos. Vejam artigos sobre a eficiência de CDP-Colina no cérebro:


Estudos recentes mostram a importantíssima atividade neuroprotetora da CDP-Colina:


Bom, os estudos continuam para que sejam desvendados novos conhecimentos sobre essa complicada neurofisiologia da memória.

Celio Mendes